• SOGIA

Pôsteres do Congresso 2018

Atualizado: 24 de Set de 2019

RELAÇÃO DOS RESUMOS DOS TRABALHOS APRESENTADOS

PÔSTER 1

PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO E ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL DAS GESTANTES ADOLESCENTES BRASILEIRAS

Autores: Mateus Benac Cavalcante, Daiane Santos de Oliveira, Denise L. Maia Monteiro, Alexandre J. B. Trajano, Isabel M. S. Lacerda e Julie Teixeira da Costa.

E-mail do autor: mateusbenac@gmail.com

Instituição. Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Objetivos. Avaliar o perfil sociodemográfico e a assistência pré-natal na adolescência. Método. Estudo epidemiológico, descritivo, por busca no banco de dados do SINASC. O estudo incluiu todas as mulheres de 10-19 anos e de 20-34 anos com nascidos vivos (NV) em 2016.

Resultados. Em 2016 ocorreram 2.857.800 NV no Brasil, sendo 17,5% (501.381) de mães adolescentes e 69% (1.971.868) entre 20-34 anos. A escolaridade ≥8 anos foi referida por 67% (336.025) das adolescentes e 81,4% (1.604.691) das mães de 20-34 anos (p<0,001). Das mulheres que realizaram 7 ou mais consultas pré-natais, 56% (279.835) foram adolescentes e 69,5% (1.370.777) adultas, (p<0,001). Ao analisar a associação entre escolaridade e realização de ≥7 consultas, verifica-se que mães de 20-34 anos com alta escolaridade apresentam o dobro de chance de realizarem pré-natal adequado que adolescentes (p<0,001; OR=2,27(IC95% 2,25-2,30)). Em relação à etnia, 25,7% (123.710) das adolescentes eram brancas e 74,3% (357.511) não-brancas. Entre 20-34 anos foi 37,4% (707.276) e 62,6% (1.179.960) (p<0,001). Houve associação entre etnia e pré-natal adequado: mães de 20-34 anos brancas apresentaram 69% mais chance de ≥7 consultas (p<0,001; OR=1,69 (IC95% 1,67-1,70)). Quanto ao estado civil, 64,2% (317.732) das adolescentes eram solteiras e 35,8% (177.374) vivem/viveram maritalmente e entre 20-34 anos foi 40,2% (784.431) e 59,8% (1.165.679) (p<0,001). Ao analisar a associação entre estado civil e a realização de ≥7 consultas, as de 20-34 anos que vivem/viveram maritalmente apresentaram três vezes mais chance de pré-natal adequado [(p<0,001; OR=2,91 (IC95% 2,88-2,93)].

Conclusão. As gestantes adolescentes brasileiras apresentam fatores associados à assistência pré-natal inadequada que são: ser solteira, não-branca e ter menor escolaridade.

PÔSTER 2

PESO DOS RECÉM-NASCIDOS DAS GESTANTES ADOLESCENTES

BRASILEIRAS

Autores: Daniela Fortunato Auar, Larissa Durão Guerra Lima, Denise Leite

Maia Monteiro, André Luiz Clemente Beralto, Isabel Maria Santos Lacerda,

Fatima Regina Dias de Miranda.

E-mail do autor danielafortunato@gmail.com

Instituição. Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Núcleo Perinatal

HUPE/UERJ - Rio de Janeiro – RJ.

Introdução. As gestantes adolescentes, principalmente as mais jovens, podem

apresentar maior número de desfechos perinatais desfavoráveis, como parto

prematuro e baixo peso dos recém-nascidos. A assistência pré-natal

insuficiente e as condições socioeconômicas das gestantes podem estar

relacionadas a esse problema.

Objetivo. Avaliar o peso dos recém-nascidos das gestantes brasileiras com

idades entre 10 e 19 anos.

Métodos. Estudo epidemiológico, descritivo, com desenho transversal,

realizado por busca no banco de dados do DATASUS, com informações do

Sistema de informação sobre nascidos vivos (SINASC), incluindo todas as

mulheres de 10-19 anos que tiveram nascidos vivos (NV) no ano de 2016 no

Brasil. Essas informações foram comparadas com os dados da população

referência de gestantes de 20-34 anos. Os critérios de exclusão foram: idade

gestacional inferior a 22 semanas e recém-nascidos com menos de 500g, por

serem critérios de definição de aborto.

Resultados. No ano de 2016 ocorreram 2.857.800 nascidos vivos no Brasil.

Desses, aproximadamente 17% (487.876) eram de mães adolescentes e 67,5%

(1.930.831) de mães em idade entre 20 e 34 anos. Do primeiro grupo, 9,4%

(45.961) eram recém-nascidos com peso inferior a 2500g e 90,6% (441.915)

pesavam 2500g ou mais. Já no segundo grupo, 7,7% (149.258) tinham peso

inferior a 2500g, enquanto 92,3% (1.781.573) pesavam 2500g ou mais. A

análise estatística mostrou diferença significativa, apontando que a adolescente

tem 24% a mais de chance de ter um recém-nascido de baixo peso (p<0,001;

OR=1,24 (IC95% 1,23-1,25).

Conclusão. A adolescente apresenta maior chance de ter um recém-nascido

com peso inferior a 2500g, em comparação às gestantes com idade entre 20 e

34 anos.

PÔSTER 3

ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL E RESULTADOS PERINATAIS DE GESTANTES

JOVENS SOROPOSITIVAS ACOMPANHADAS NO HUPE

Autores: Julie Teixeira da Costa, Daniela Fortunato Auar,

Denise Leite Maia Monteiro, Alexandre J. Baptista Trajano,

Abilene Nascimento Gouvêa, Mateus Benac Cavalcante

E-mail do autor: julie.teixeira@bol.com.br

Instituição. Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Introdução. No Brasil, a infecção pelo HIV entre a população feminina em

Idade reprodutiva tem aumentado.

Objetivos. Comparar a assistência pré-natal e as condições dos

recém-nascidos entre mulheres jovens e adultas HIV-positivo.

Métodos. Trata-se de estudo de delineamento transversal com população constituída por 312 gestantes HIV+ (109 jovens com idade ≤24 anos e 203 adultas, >24 anos), acompanhadas e tratadas no Núcleo Perinatal/HUPE/UERJ no Rio de Janeiro, entre janeiro de 2007 a dezembro de 2017. Os dados foram coletados por revisão de prontuários e utilizou-se o programa Epi-Info 3.5.2 para construção de banco de dados e análise estatística.

Resultados. 35% das gestantes tinham até 24 anos. Dessas, 72,5% tiveram até 2 gestações, enquanto 65,5% das >24 anos, engravidaram de 3 a 17 vezes. Mais ou menos 1/3 do total (32 jovens e 68 adultas) descobriram a doença na gestação atual, mas 10% (9) das jovens adquiriu o vírus por transmissão vertical e nenhuma adulta se infectou por essa via. A assistência pré-natal foi tardia nos 2 grupos. Pouco mais de 1/3 (38 jovens e 62 adultas) iniciou no 1º trimestre e ±14% dos 2 grupos iniciou no 3º trimestre (p=0,45). A carga viral baixa ou indetectável no grupo de jovens e adultas foi, respectivamente, 49,8% e 71% no 1º trimestre e 73,5% e 83% no 3º trimestre. Em relação aos recém-nascidos, mais de 3/4 das crianças de ambos os grupos apresentaram peso ≥2500g e mais de 98% com Apgar ≥7 no 5º minuto.

Conclusão. Concluiu-se que não houve diferença significativa entre os grupos, mostrando comportamento semelhante do acompanhamento independente da idade materna.

PÔSTER 4

NASCIDOS VIVOS DE GESTANTES MENORES DE 14 ANOS DE IDADE NO BRASIL

Autores: Isabel Maria Santos Lacerda, Denise Leite Maia Monteiro, Flávio Monteiro de Souza, Fátima Regina D. Miranda, Mateus Benac Cavalcante, Daniela Fortunato Auar.

E-mail do autor isabelmslacerda@gmail.com

Instituição. Universidade do Estado do Rio de Janeiro- UERJ

Introdução. A atividade sexual antes dos 14 anos é considerada estupro de vulnerável. A gravidez nesta faixa etária está sujeita a maiores riscos como prematuridade, baixo peso fetal e asfixia perinatal.

Objetivo. Avaliar a frequência de nascidos vivos, filhos de mães adolescentes até 13 anos de idade, nas diferentes regiões brasileiras.

Método. Estudo epidemiológico, descritivo, com desenho transversal, realizado por busca no DATASUS, utilizando informações do Sistema de Informação Sobre Nascidos Vivos (SINASC). O estudo incluiu todas as gestantes com menos de 14 anos que tiveram nascidos vivos (NV) nos anos 2014 e 2015.

Resultados. Em 2014, o total de nascidos vivos de mães de até 13 anos no Brasil foi de 5.832 NV e em 2015 foi de 5.828 NV. Na região Norte, em 2014 houve 1.206 casos e em 2015 houve 1.295 nascimentos, o que caracteriza aumento de 7,4%. O Nordeste teve, respectivamente, 2.181 e 2.249 NV, aumentando 3,1% o número de NV de mães <14 anos. Em contrapartida, as outras regiões registraram discreta redução: Centro-Oeste, de 511 casos em 2014 para 474 casos em 2015 com redução de 7,2%; o Sudeste registrou 1425 NV em 2014 e 1355 NV em 2015, com redução de 4,9% e o Sul apresentou redução de 10,6% (509 NV em 2014 e 455 em 2015).

Conclusão. O número de partos de gestantes < 14 anos é preocupante e continua aumentando nas regiões Norte e Nordeste. Nas outras regiões houve diminuição do número de NV de mães <14 anos entre 2014 e 2015 de aproximadamente 5 a 10%.

PÔSTER 5

MORTALIDADE MATERNA NA ADOLESCÊNCIA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Autores: Ana Clara Tavares Wong, Denise Leite Maia Monteiro, Daniela Fortunato Auar, Alexandre J. Baptista Trajano, Julie Teixeira da Costa, Mateus Benac Cavalcante.

E-mail do autor anaclarawong@gmail.com

Instituição. Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Objetivos. Avaliar a prevalência da mortalidade materna na adolescência no Estado do Rio de Janeiro entre 1996 e 2016.

Método. Estudo de corte transversal com avaliação dos dados oriundos de registro da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS): Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), Ministério da Saúde, Brasil. Os dados foram descritos como razão de mortalidade materna (RMM) que é obtido pelo número de óbitos maternos dividido pelo total de nascidos vivos (NV) x 100.000.

Resultados. No ano de 1996, houve registro de ocorrência de 28 óbitos de mães com idades entre 10 e 19 anos, o que corresponde à razão de mortalidade materna (RMM) de 49,9/100.000 nascidos vivos. Em 2006, ocorreram 28 óbitos de mães adolescentes, mostrando RMM de 67,2/100.000 NV. Em 2016, os óbitos maternos de mães de 10 a 19 anos totalizaram 14 e a RMM foi de 38,5/100.000 NV. Em relação ao número global de mortes maternas, a mortalidade materna na adolescência representou 16,1% (28/174) em 1996, 17,1% (28/164) em 2006 e 8,9% (14/157) em 2016. O número de nascidos vivos de mães adolescentes do estado do Rio de Janeiro reduziu 35% entre 1996 e 2016 (56.163 NV em 1996, 41.671 em 2006 e 36.371 NV em 2016).

Conclusões. A RMM na adolescência aumentou entre 1996 e 2006 e reduziu nos últimos 10 anos. Constatou-se redução do número de nascidos vivos, indicando diminuição dos índices de gravidez na adolescência. As menores taxas de mortalidade materna ocorrem na adolescência.

PÔSTER 6

MORTALIDADE MATERNA NA ADOLESCÊNCIA: BRASIL, 2016

Autores: Daniela Fortunato Auar, Denise Leite Maia Monteiro, Julie Teixeira da Costa, Fatima Regina D. Miranda, Isabel Maria Santos Lacerda, Alexandre J. Baptista Trajano.

E-mail do autor: danielafortunato@gmail.com

Instituição. Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Núcleo Perinatal HUPE/UERJ.

Objetivo. Avaliar a prevalência da mortalidade materna na adolescência no Brasil em 2016.

Método. Estudo de corte transversal com avaliação dos dados oriundos de registro da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS): Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), Ministério da Saúde, Brasil. Os dados foram descritos como razão de mortalidade materna (RMM) que é obtido pelo número de óbitos maternos divididos pelo total de nascidos-vivos (NV) x 100.000.