• SOGIA

Pôsteres do Congresso 2018

Atualizado: 24 de set. de 2019

RELAÇÃO DOS RESUMOS DOS TRABALHOS APRESENTADOS

PÔSTER 1

PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO E ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL DAS GESTANTES ADOLESCENTES BRASILEIRAS

Autores: Mateus Benac Cavalcante, Daiane Santos de Oliveira, Denise L. Maia Monteiro, Alexandre J. B. Trajano, Isabel M. S. Lacerda e Julie Teixeira da Costa.

E-mail do autor: mateusbenac@gmail.com

Instituição. Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Objetivos. Avaliar o perfil sociodemográfico e a assistência pré-natal na adolescência. Método. Estudo epidemiológico, descritivo, por busca no banco de dados do SINASC. O estudo incluiu todas as mulheres de 10-19 anos e de 20-34 anos com nascidos vivos (NV) em 2016.

Resultados. Em 2016 ocorreram 2.857.800 NV no Brasil, sendo 17,5% (501.381) de mães adolescentes e 69% (1.971.868) entre 20-34 anos. A escolaridade ≥8 anos foi referida por 67% (336.025) das adolescentes e 81,4% (1.604.691) das mães de 20-34 anos (p<0,001). Das mulheres que realizaram 7 ou mais consultas pré-natais, 56% (279.835) foram adolescentes e 69,5% (1.370.777) adultas, (p<0,001). Ao analisar a associação entre escolaridade e realização de ≥7 consultas, verifica-se que mães de 20-34 anos com alta escolaridade apresentam o dobro de chance de realizarem pré-natal adequado que adolescentes (p<0,001; OR=2,27(IC95% 2,25-2,30)). Em relação à etnia, 25,7% (123.710) das adolescentes eram brancas e 74,3% (357.511) não-brancas. Entre 20-34 anos foi 37,4% (707.276) e 62,6% (1.179.960) (p<0,001). Houve associação entre etnia e pré-natal adequado: mães de 20-34 anos brancas apresentaram 69% mais chance de ≥7 consultas (p<0,001; OR=1,69 (IC95% 1,67-1,70)). Quanto ao estado civil, 64,2% (317.732) das adolescentes eram solteiras e 35,8% (177.374) vivem/viveram maritalmente e entre 20-34 anos foi 40,2% (784.431) e 59,8% (1.165.679) (p<0,001). Ao analisar a associação entre estado civil e a realização de ≥7 consultas, as de 20-34 anos que vivem/viveram maritalmente apresentaram três vezes mais chance de pré-natal adequado [(p<0,001; OR=2,91 (IC95% 2,88-2,93)].

Conclusão. As gestantes adolescentes brasileiras apresentam fatores associados à assistência pré-natal inadequada que são: ser solteira, não-branca e ter menor escolaridade.

PÔSTER 2

PESO DOS RECÉM-NASCIDOS DAS GESTANTES ADOLESCENTES

BRASILEIRAS

Autores: Daniela Fortunato Auar, Larissa Durão Guerra Lima, Denise Leite

Maia Monteiro, André Luiz Clemente Beralto, Isabel Maria Santos Lacerda,

Fatima Regina Dias de Miranda.

E-mail do autor danielafortunato@gmail.com

Instituição. Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Núcleo Perinatal

HUPE/UERJ - Rio de Janeiro – RJ.

Introdução. As gestantes adolescentes, principalmente as mais jovens, podem

apresentar maior número de desfechos perinatais desfavoráveis, como parto

prematuro e baixo peso dos recém-nascidos. A assistência pré-natal

insuficiente e as condições socioeconômicas das gestantes podem estar

relacionadas a esse problema.

Objetivo. Avaliar o peso dos recém-nascidos das gestantes brasileiras com

idades entre 10 e 19 anos.

Métodos. Estudo epidemiológico, descritivo, com desenho transversal,

realizado por busca no banco de dados do DATASUS, com informações do

Sistema de informação sobre nascidos vivos (SINASC), incluindo todas as

mulheres de 10-19 anos que tiveram nascidos vivos (NV) no ano de 2016 no

Brasil. Essas informações foram comparadas com os dados da população

referência de gestantes de 20-34 anos. Os critérios de exclusão foram: idade

gestacional inferior a 22 semanas e recém-nascidos com menos de 500g, por

serem critérios de definição de aborto.

Resultados. No ano de 2016 ocorreram 2.857.800 nascidos vivos no Brasil.

Desses, aproximadamente 17% (487.876) eram de mães adolescentes e 67,5%

(1.930.831) de mães em idade entre 20 e 34 anos. Do primeiro grupo, 9,4%

(45.961) eram recém-nascidos com peso inferior a 2500g e 90,6% (441.915)

pesavam 2500g ou mais. Já no segundo grupo, 7,7% (149.258) tinham peso

inferior a 2500g, enquanto 92,3% (1.781.573) pesavam 2500g ou mais. A

análise estatística mostrou diferença significativa, apontando que a adolescente

tem 24% a mais de chance de ter um recém-nascido de baixo peso (p<0,001;

OR=1,24 (IC95% 1,23-1,25).

Conclusão. A adolescente apresenta maior chance de ter um recém-nascido

com peso inferior a 2500g, em comparação às gestantes com idade entre 20 e

34 anos.

PÔSTER 3

ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL E RESULTADOS PERINATAIS DE GESTANTES

JOVENS SOROPOSITIVAS ACOMPANHADAS NO HUPE

Autores: Julie Teixeira da Costa, Daniela Fortunato Auar,

Denise Leite Maia Monteiro, Alexandre J. Baptista Trajano,

Abilene Nascimento Gouvêa, Mateus Benac Cavalcante

E-mail do autor: julie.teixeira@bol.com.br

Instituição. Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Introdução. No Brasil, a infecção pelo HIV entre a população feminina em

Idade reprodutiva tem aumentado.

Objetivos. Comparar a assistência pré-natal e as condições dos

recém-nascidos entre mulheres jovens e adultas HIV-positivo.

Métodos. Trata-se de estudo de delineamento transversal com população constituída por 312 gestantes HIV+ (109 jovens com idade ≤24 anos e 203 adultas, >24 anos), acompanhadas e tratadas no Núcleo Perinatal/HUPE/UERJ no Rio de Janeiro, entre janeiro de 2007 a dezembro de 2017. Os dados foram coletados por revisão de prontuários e utilizou-se o programa Epi-Info 3.5.2 para construção de banco de dados e análise estatística.

Resultados. 35% das gestantes tinham até 24 anos. Dessas, 72,5% tiveram até 2 gestações, enquanto 65,5% das >24 anos, engravidaram de 3 a 17 vezes. Mais ou menos 1/3 do total (32 jovens e 68 adultas) descobriram a doença na gestação atual, mas 10% (9) das jovens adquiriu o vírus por transmissão vertical e nenhuma adulta se infectou por essa via. A assistência pré-natal foi tardia nos 2 grupos. Pouco mais de 1/3 (38 jovens e 62 adultas) iniciou no 1º trimestre e ±14% dos 2 grupos iniciou no 3º trimestre (p=0,45). A carga viral baixa ou indetectável no grupo de jovens e adultas foi, respectivamente, 49,8% e 71% no 1º trimestre e 73,5% e 83% no 3º trimestre. Em relação aos recém-nascidos, mais de 3/4 das crianças de ambos os grupos apresentaram peso ≥2500g e mais de 98% com Apgar ≥7 no 5º minuto.

Conclusão. Concluiu-se que não houve diferença significativa entre os grupos, mostrando comportamento semelhante do acompanhamento independente da idade materna.

PÔSTER 4

NASCIDOS VIVOS DE GESTANTES MENORES DE 14 ANOS DE IDADE NO BRASIL

Autores: Isabel Maria Santos Lacerda, Denise Leite Maia Monteiro, Flávio Monteiro de Souza, Fátima Regina D. Miranda, Mateus Benac Cavalcante, Daniela Fortunato Auar.

E-mail do autor isabelmslacerda@gmail.com

Instituição. Universidade do Estado do Rio de Janeiro- UERJ

Introdução. A atividade sexual antes dos 14 anos é considerada estupro de vulnerável. A gravidez nesta faixa etária está sujeita a maiores riscos como prematuridade, baixo peso fetal e asfixia perinatal.

Objetivo. Avaliar a frequência de nascidos vivos, filhos de mães adolescentes até 13 anos de idade, nas diferentes regiões brasileiras.

Método. Estudo epidemiológico, descritivo, com desenho transversal, realizado por busca no DATASUS, utilizando informações do Sistema de Informação Sobre Nascidos Vivos (SINASC). O estudo incluiu todas as gestantes com menos de 14 anos que tiveram nascidos vivos (NV) nos anos 2014 e 2015.

Resultados. Em 2014, o total de nascidos vivos de mães de até 13 anos no Brasil foi de 5.832 NV e em 2015 foi de 5.828 NV. Na região Norte, em 2014 houve 1.206 casos e em 2015 houve 1.295 nascimentos, o que caracteriza aumento de 7,4%. O Nordeste teve, respectivamente, 2.181 e 2.249 NV, aumentando 3,1% o número de NV de mães <14 anos. Em contrapartida, as outras regiões registraram discreta redução: Centro-Oeste, de 511 casos em 2014 para 474 casos em 2015 com redução de 7,2%; o Sudeste registrou 1425 NV em 2014 e 1355 NV em 2015, com redução de 4,9% e o Sul apresentou redução de 10,6% (509 NV em 2014 e 455 em 2015).

Conclusão. O número de partos de gestantes < 14 anos é preocupante e continua aumentando nas regiões Norte e Nordeste. Nas outras regiões houve diminuição do número de NV de mães <14 anos entre 2014 e 2015 de aproximadamente 5 a 10%.

PÔSTER 5

MORTALIDADE MATERNA NA ADOLESCÊNCIA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Autores: Ana Clara Tavares Wong, Denise Leite Maia Monteiro, Daniela Fortunato Auar, Alexandre J. Baptista Trajano, Julie Teixeira da Costa, Mateus Benac Cavalcante.

E-mail do autor anaclarawong@gmail.com

Instituição. Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Objetivos. Avaliar a prevalência da mortalidade materna na adolescência no Estado do Rio de Janeiro entre 1996 e 2016.

Método. Estudo de corte transversal com avaliação dos dados oriundos de registro da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS): Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), Ministério da Saúde, Brasil. Os dados foram descritos como razão de mortalidade materna (RMM) que é obtido pelo número de óbitos maternos dividido pelo total de nascidos vivos (NV) x 100.000.

Resultados. No ano de 1996, houve registro de ocorrência de 28 óbitos de mães com idades entre 10 e 19 anos, o que corresponde à razão de mortalidade materna (RMM) de 49,9/100.000 nascidos vivos. Em 2006, ocorreram 28 óbitos de mães adolescentes, mostrando RMM de 67,2/100.000 NV. Em 2016, os óbitos maternos de mães de 10 a 19 anos totalizaram 14 e a RMM foi de 38,5/100.000 NV. Em relação ao número global de mortes maternas, a mortalidade materna na adolescência representou 16,1% (28/174) em 1996, 17,1% (28/164) em 2006 e 8,9% (14/157) em 2016. O número de nascidos vivos de mães adolescentes do estado do Rio de Janeiro reduziu 35% entre 1996 e 2016 (56.163 NV em 1996, 41.671 em 2006 e 36.371 NV em 2016).

Conclusões. A RMM na adolescência aumentou entre 1996 e 2006 e reduziu nos últimos 10 anos. Constatou-se redução do número de nascidos vivos, indicando diminuição dos índices de gravidez na adolescência. As menores taxas de mortalidade materna ocorrem na adolescência.

PÔSTER 6

MORTALIDADE MATERNA NA ADOLESCÊNCIA: BRASIL, 2016

Autores: Daniela Fortunato Auar, Denise Leite Maia Monteiro, Julie Teixeira da Costa, Fatima Regina D. Miranda, Isabel Maria Santos Lacerda, Alexandre J. Baptista Trajano.

E-mail do autor: danielafortunato@gmail.com

Instituição. Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Núcleo Perinatal HUPE/UERJ.

Objetivo. Avaliar a prevalência da mortalidade materna na adolescência no Brasil em 2016.

Método. Estudo de corte transversal com avaliação dos dados oriundos de registro da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS): Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), Ministério da Saúde, Brasil. Os dados foram descritos como razão de mortalidade materna (RMM) que é obtido pelo número de óbitos maternos divididos pelo total de nascidos-vivos (NV) x 100.000.

Resultados. No ano de 2016 ocorreram 2.857.745 partos com nascidos-vivos no Brasil: 487.876 de gestantes entre 10-19 anos, 1.930.831 entre 20-34 anos e 439.038 de mulheres >34 anos. Neste ano, ocorreram 1.670 óbitos maternos, sendo 12,8% dos óbitos de mães de 10-19 anos (214 casos - RMM: 43,9/100.000 NV), 62,1% entre 20-34 anos (1.037 casos - RMM: 53,7/100.000 NV) e 25,1% de mães >34 anos (419 casos - RMM: 95,4/100.000 NV). Das adolescentes que vieram a óbito, 22,4% (48) morava na região Norte, 36,4% (78) no Nordeste, 25,7% (55) no Sudeste, 7,5% (16) no Sul e 7,9% (17) no Centro-Oeste. Dentre elas, 79,9% (167) eram de cor/raça não branca, 53,6% (97) não completaram o ensino fundamental e 77,1% (52) eram solteiras. O óbito ocorreu por causa obstétrica direta em 67,8% (145) e por causa obstétrica indireta em 29,4% (63).

Conclusões. A adolescente apresenta a menor taxa de mortalidade materna, em relação às mulheres de mais idade, ocorrendo com maior frequência nas moradoras do Nordeste. A causa obstétrica direta é a responsável pela maioria dos óbitos maternos na adolescência.

PÔSTER 7

PrevalÊncia da gravidez na adolescência e da gravidez tardia

Autores: Natália Mathias Barbosa, Denise L. Maia Monteiro, Ana Luísa de Moraes Matta, Isis Ferraz de Queiroz, Ana Gabriela de Almeida Kopke, Blenda Beatriz Klayn Guimarães Tallon.

E-mail do autor: nataliamathias07@gmail.com

Instituição. Centro Universitário Serra dos Órgãos

Objetivo. Avaliar a prevalência da gravidez nos extremos da vida reprodutiva: a gestação na adolescência que inclui as idades entre 10 e 19 anos e a gravidez tardia que é definida como aquela que ocorre com idade materna superior a 34 anos.

Método. Estudo epidemiológico, descritivo, com desenho transversal, realizado por busca no banco de dados no Sistema Único de Saúde (DATASUS), utilizando informações do Sistema de informação sobre nascidos vivos (SINASC). O estudo incluiu todas as mulheres que tiveram nascidos vivos (NV) nos anos de 2007 a 2016 no Brasil. Foram selecionadas informações sobre o número total de NV de mães entre 10-19 anos e de 35 ou mais anos para calcular a prevalência de NV nestas faixas de idade. Por se tratar de um banco de domínio público, fica dispensada a submissão do projeto ao Comitê de Ética em Pesquisa da Instituição.

Resultados. No ano de 2007 ocorreram 2.891.328 partos com nascidos vivos no Brasil. Desses, 21,1% (610.372) eram de mães adolescentes e 9,7% (280.914) eram de mães em idade ≥35 anos. No ano de 2016 ocorreram 2.857.800 nascidos vivos no Brasil. Desses, 17,5% (501.381) eram de mães adolescentes e 13,5% (2.862.453) eram de mães em idade ≥35 anos. Portanto, a prevalência de gravidez na adolescência reduziu 17,1% nesse intervalo de tempo, enquanto a gravidez tardia aumentou 39,2%.

Conclusão. Nos últimos 10 anos (2007-2016) verificou-se tendência à redução da gestação na adolescência e aumento na gravidez tardia.

PÔSTER 8

RELAÇÃO ENTRE IDADE MATERNA E ANOMALIA CONGÊNITA DO RECÉM-NASCIDO

Autores: Ana Luísa de Moraes Matta, Denise L. Maia Monteiro, Isis Ferraz de Queiroz, Natália Mathias Barbosa, Ana Gabriela de Almeida Kopke e Blenda Beatriz Klayn Guimarães Tallon.

E-mail do autor lulu_matta93@hotmail.com

Instituição. Centro Universitário Serra dos Órgãos.

Objetivos. Avaliar a prevalência de anomalias congênitas durante a vida reprodutiva.

Método. Estudo epidemiológico, descritivo, com desenho transversal, realizado por busca na plataforma do SINASC (DATASUS). O estudo incluiu todas as mulheres que tiveram filhos nascidos vivos (NV) no ano de 2016 no Brasil. Selecionaram-se informações sobre o número total de NV e de anomalias congênitas nos períodos até 19 anos, entre 20-29 anos, 30-34, 35-39, 40-44 e ≥ 45 anos de idade.

Resultados. No ano de 2016 ocorreram 2.857.745 partos com nascidos vivos no Brasil e foram descritos 26.054 casos de anomalias congênitas. Entre as mães de até 19 anos, a frequência de recém-nascidos (RN) com anomalia congênita foi de 0,9% (4.578/501.381 NV), entre as mães de 20-29 anos, observou-se frequência de anomalia congênita de 0,8% (11.586/1.401.777 NV). Dos 30-34 anos, esta taxa passou para 0,9% (5.288/570.091 NV), mostrando aumento de 12,5%. A partir dos 35 anos percebe-se aumento progressivo. Entre 35-39 anos, a taxa de anomalia congênita foi de 1,1% (3.341/307.406 NV) representando aumento de 37,5%. Dos 40-44 anos de idade materna, os casos de RN com anomalias congênitas foram 1,6% (1.156/72,437 NV), evidenciando aumento de 100% na taxa de RN com anomalia congênita. Já nas mulheres com 45 ou mais anos de idade, esta taxa foi ainda maior, de 2,3% (105/4.653 NV), o que corresponde a incremento de 187,5% em relação às gestantes de 20-29 anos.

Conclusão. A prevalência de anomalias congênitas aumenta proporcionalmente à idade materna, dobrando entre 40-44 anos, e quase dobrando novamente em mães com maior idade.

PÔSTER 9

RESULTADOS PERINATAIS DAS ADOLESCENTES NAS FAIXAS DE 10-14 ANOS E 15-19 ANOS

Autores: Ana Gabriela de Almeida Kopke, Denise L. Maia Monteiro, Blenda Beatriz Klayn Guimarães Tallon, Karina Rodrigues Santana, Natália Mathias Barbosa, Jayne Lima Silva.

E-mail do autor anagabi_kopke@hotmail.com

Instituição. Centro Universitário Serra dos Órgãos.

Introdução. Em todo o mundo, aproximadamente 16 milhões de meninas entre 15 e 19 anos e 2,5 milhões com menos de 16 anos têm filhos a cada ano em países em desenvolvimento. Aproximadamente 90% desses nascimentos ocorrem em países de baixa e média renda. No Brasil, ocorrem aproximadamente 500.000 partos de adolescentes por ano.

Objetivo. Verificar se as adolescentes de 10 a 14 anos apresentam resultados perinatais semelhantes às gestantes entre 15 e 19 anos.

Método. Estudo de corte transversal referente ao período de 2015 e 2016, com base nas declarações de nascidos-vivos (NV) no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Foram excluídos os registros referentes à idade gestacional < 22 semanas.

Resultados. Durante o período estudado (2015 e 2016) e após aplicação dos critérios de exclusão, nasceram no Brasil 4.982.913 crianças vivas, sendo 1.019.163 filhos de mães adolescentes, distribuídos em: 48.899 NV de mães de 10 a 14 anos e 970.264 NV de mães entre 15 e 19 anos. As adolescentes de 10 a 14 anos apresentaram 49% a mais de chance de possuir um recém-nascido com peso inferior a 2500 g (OR=1,49), 52% a mais de chance de prematuridade (parto antes de 37 semanas) (OR=1,52), além de 23% e 36% a mais de chance do recém-nascido apresentar Apgar inferior a sete no 1° e 5° minutos, respectivamente (OR=1,23 e 1,36).

Conclusão. A faixa etária mais jovem da adolescência, período compreendido dos 10 aos 14 anos, demonstrou ser fator de risco para o baixo peso ao nascer, prematuridade e asfixia perinatal.

PÔSTER 10

MORTALIDADE POR CÂNCER DE COLO UTERINO EM JOVENS BRASILEIRAS

Autores: Blenda Beatriz Klayn Guimarães Tallon, Ana Gabriela de Almeida Kopke, Denise Leite Maia Monteiro, Ana Luísa de Moraes Matta, Isis Ferraz de Queiroz, Natália Mathias Barbosa.

E-mail do autor blendaklayn@hotmail.com

Instituição. Centro Universitário Serra dos Órgãos

Objetivos. Avaliar a prevalência da mortalidade de mulheres jovens por câncer de colo uterino no Brasil entre 2012 e 2016.

Método. Estudo de corte transversal com avaliação dos dados oriundos de registro do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), Ministério da Saúde (MS). A população foi separada em grupos etários, de acordo com a idade estabelecida para o rastreio do câncer do colo do útero, segundo as últimas diretrizes do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA).

Resultados. No período entre 2012 e 2016 morreram 27.716 mulheres no Brasil por câncer de colo do útero, passando de 5.264 óbitos em 2012 para 5.847 em 2016. Desses, 189 óbitos ocorreram em mulheres jovens (21 adolescentes entre 15-19 anos e 168 de 20-24 anos). A partir dos 25 anos, este número sobe atingindo 2.046 óbitos entre 25-34 anos, 4.535 óbitos entre 35-44 anos, 6.191 entre 45-54 anos e 5.802 entre 55-64 anos. Óbitos de mulheres com 65 ou mais, totalizaram 8.950 nesses cinco anos.

Conclusões. A prevalência de óbitos por câncer de colo do útero continua aumentando no país. Embora seja evidente o aumento na prevalência de óbitos por essa neoplasia a partir dos 25 anos, observou-se 189 mortes de jovens, que ainda não alcançaram a idade recomendada para o rastreamento do câncer do colo uterino, o que corresponde a 0,7% do total de óbitos por essa doença.

PÔSTER 11

ÍNDICE DE VACINAÇÃO CONTRA PAPILOMA VÍRUS HUMANO (HPV) EM MENINAS DE 9 A 14 ANOS NO MUNICÍPIO DE ARAGUAÍNA TOCANTINS ENTRE OS ANOS DE 2014 E SETEMBRO DE 2018

Autores: Ana Karolina Alves Gonçalves, Bruna Leite Ribeiro Aguiar, Jéssica Garcia Caetano e Wiquicileide Ferreira Freitas.

E-mail do autor ana.goncalves.2@hotmail.com

Instituição. Centro Universitário Presidente Antônio Carlos

Introdução. O HPV é um DNA vírus que infecta a mucosa genital e possui grande potencial oncogênico. A vacina é o método mais avançado e eficaz, ofertada pelo SUS e incluída no PNI. Estão disponíveis com o esquema vacinal atual de duas doses.

Objetivos. Quantificar meninas em uma faixa etária de 9 a 14 anos que receberam a vacinação contra o HPV no município de Araguaína- TO, referente a um período de 4 anos e 9 meses – 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018 até o mês de setembro.

Métodos. A técnica de coleta de informações utilizada foi por levantamento de dados, fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde de Araguaína-To e através do SI-PNI do SUS, disponíveis no sítio eletrônico do DATASUS.

Resultados. Observou-se que, no período em análise, das 18.285 doses de vacinas administradas, a maior incidência foi no ano de 2014 – ano em que a vacina foi incluída no Calendário Nacional de Imunização do PNI do Ministério da Saúde - com 5.605 doses, representando 31 % - dentre essas, 3.485 foram utilizadas para a primeira dose vacinal; 2.117 para a segunda dose e apenas 3 para terceira dose. Paralelamente, desde então, esse pico de vacinação apresentou diminuição nos anos seguintes.

Conclusões. A percepção enganosa de parte da população sobre a vacinação, pela disseminação de notícias falsas somada a uma má instrução, pode ter contribuído para os valores apresentados. O conhecimento do percentual de vacinação possibilita aprofundamento acerca da efetivação de políticas públicas e ações de prevenção.

PÔSTER 12

A GRAVIDEZ PRECOCE E FATORES ASSOCIADOS: UM RELATO DE CASO

Autores: Nathália Nunes Bessa Sousa, Ana Helena Bittencourt Alamy, Késia Silva Moreira, Pedro Henrique Borges de Oliveira; Thaís Ribeiro Oliveira Santos de Marcello, Thaynná Cordeiro Queiroz.

E-mail do autor nathalia_bbessa@hotmail.com

Instituição. Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos

Introdução. Adolescência é a faixa etária que apresenta maior vulnerabilidade, influências e exposição aos riscos, de difícil abordagem como drogas gravidez indesejada e IST’s (Infecções Sexualmente Transmissíveis). Sendo um problema de saúde pública, estudos apontam que aproximadamente 25% de todas as IST’s são diagnosticadas antes de 25 anos. Essas representam um grave impacto na saúde reprodutiva das adolescentes, podendo acarretar diversas complicações como Síndrome Hipertensiva da Gestação, Anemia e Aumento da Mortalidade Infantil, além da interferência no processo educacional, na qualificação/inserção no mercado de trabalho.

Relato de caso. Gestante, 14 anos, drogatina. Reside em bairro de baixas condições socioeconômicas, portadora de sífilis (diagnosticada em pré-natal). Desde 12 anos, assim como a mãe, é profissional do sexo para contribuir com renda familiar. Logo, começou a ter clientes fixos, a maioria casados e idosos. Como método contraceptivo, optou por anticoncepcional oral combinado, entretanto relata uso irregular. Alega que a maioria dos clientes não permite o uso de preservativo. Refere ciência prévia sobre consequências negativas de seus hábitos. Atualmente, em pré-natal, não comparece às consultas e não é encontrada por busca ativa, sendo que, a UBSF notificou ao Conselho Tutelar, que passou a acompanhar o caso.

Comentários. No caso observam-se fatores contribuintes para a gestação precoce indesejada (condições socioeconômicas precárias, drogas, profissional do sexo, relações desprotegidas, acompanhamento ineficaz da atenção primária e base familiar debilitada). É notória a complexidade da sexualidade na adolescência, sendo um problema de saúde pública e cabe aos profissionais de saúde oferecer programas de conscientização sobre os riscos que os jovens estão expostos e um acompanhamento qualificado.

PÔSTER 13

ÍNDICE DE MÃES ADOLESCENTES EM ARAGUARI-MG: UM COMPARATIVO COM MINAS GERAIS

Autores: Nathália Nunes Bessa Sousa, Ana Helena Bittencourt Alamy, Daniela

Marin, Machado Silveira, Juliana Andrea Rosa de Araújo, Késia Silva Moreira,

Thaynná Cordeiro Queiroz.

E-mail do autor nathalia_bbessa@hotmail.com

Instituição. Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos.

Objetivos. Analisar o Índice de Nascidos Vivos (INV) em mães adolescentes de

Araguari, MG; comparar ao Estado de Minas Gerais (MG).

Métodos. Coleta de dados no DataSus sobre os nascidos vivos (NV) em 2000 e 2016 por idade da mãe. A avaliação comparou esse período, tendo como abrangência geográfica o Município de Araguari-MG e o Estado de Minas Gerais, acoplou-se os dados em tabela, no software Excel. Logo, calculou o INV por mães adolescentes das áreas para comparação.

Resultados. Com base nos dados obtidos no DataSus, notou-se que em 2000 o número de NV em MG, era 1.745 nas mães de 10 a 14 anos e 59.934 nas mães de 15 a 19 anos. Já em 2016, era de 1.401 de 10 a 14 anos e 35.660 de 15 a 19 anos. Araguari em 2000 registrou 24 NV de mães entre 10 a 14 anos e 438 NV de mães entre 15 e 19 anos. Já em 2016, mães com idade de 10 a 14 anos e 15 a 19 anos foram 7 e 211, respectivamente. O INV por mães adolescentes em MG é de 20,4% em 2000 e 14,6% em 2016. Em Araguari-MG os índices são 26,6% e 15,8% nos anos de 2000 e 2016, respectivamente.

Conclusões. A realidade de Araguari assemelha-se ao estado, sendo a proporção numérica convergente. A queda proporcional de 2000 para 2016 sugere-se intervenções da atenção básica, porém a quantidade de adolescentes grávidas ainda é grande. Faz-se necessário conscientizar e orientar as adolescentes sobre sexualidade, para evitar gravidez indesejada.

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PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL ATENDIDAS EM CENTRO DE REFERÊNCIA DE ALAGOAS

Autores: Alessandra Plácido Lima Leite, Elaine Calumby Teixeira, Iasmin de Albuquerque Cavalcanti Duarte, José Humberto Belmino Chaves, William Henrique Moreira dos Santos.

E-mail do autor: apleite1972@hotmail.com

Instituição. Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL); Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Objetivos. Descrever o perfil clínico-epidemiológico de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, atendidas no centro de referência de Alagoas.

Métodos. Estudo retrospectivo, transversal, descritivo, com dados de 466 vítimas de 0 a 19 anos do sexo feminino atendidas em centro de referência à saúde da mulher de Alagoas no período 2010-2016.

Resultados. identificou-se que dos 466 casos analisados, 414 (88,8%) corresponderam à violência contra adolescentes e 52 (11,2%), contra crianças, sendo a mediana de idade de 14 anos. As vítimas eram predominantemente estudantes (77,7%), do ensino fundamental (52,8%), solteiras (83,9%) e de raça parda (70,4%). O tipo de violência mais registrado foi o estupro (92,7%), praticado na residência (43,8%) por agressor único (83,5%), desconhecido (45,3%), através de penetração vaginal (58,2%). Os agressores usaram a força corporal (40,8%) como forma de intimidação. O crime resultou em denúncia policial (80,5%), exame pericial (78,1%) e notificação (96,1%). A maioria das vítimas procurou assistência nas primeiras 72 horas após agressão (63,1%), recebendo intervenção contraceptiva (58,6%), profilaxias contra HIV (72,1%), hepatite B (77,7%) e DST's não-virais (81,5%). A gravidez como consequência da violência esteve presente em 3,4% dos casos, e destes, em apenas 12,5% ocorreu interrupção da gestação conforme previsto em lei.

Conclusões. O perfil das vítimas foi caracterizado como adolescentes, pardas, solteiras, estudantes e que cursaram até o ensino fundamental. O estupro foi o tipo de violência mais notificado, praticado por um desconhecido, sob ameaça, na residência, com penetração vaginal. A maioria procurou assistência nas primeiras 72 horas e recebeu as intervenções profiláticas cabíveis. Gravidez foi consequência da minoria dos casos.

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A IMPORTÂNCIA DO RECONHECIMENTO DA ETIOLOGIA, DO DIAGNÓSTICO E DO TRATAMENTO DA PUBERDADE PRECOCE PARA O MÉDICO GENERALISTA

Autores: Morgana Pizzolatti Marins, Isabela Terra Raupp, Victória Porcher Simioni, Eduard dea Lemos Wink, Vanessa Nicola Labrea, Almerindo Antônio Boff.

E-mail do autor: morganamarins@gmail.com

Instituição. Universidadce de Santa Cruz do Sul (UNISC).

Objetivos. Fazer uma revisão que sintetize os principais fatores envolvidos na puberdade precoce feminina e suas consequências na saúde da mulher. Métodos: Para esse resumo foram buscados artigos nas bases de dados PubMed e Scielo, usando os descritores puberdade precoce, com no máximo cinco anos de publicação.

Resultados. O surgimento de caracteres sexuais secundários antes dos 8 anos deve ser sempre investigado. Dentre as causas identificáveis disso, se destacam a estimulação precoce do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal (dependente de GnRH) e as tumorais, que ocorrem quando tumores glandulares produzem hormônios sexuais. Se uma criança menor de oito anos apresentar crescimento de pelos pubianos e/ou de mamas, deve ser investigada a existência de puberdade precoce. Quando isso ocorre, há o aumento dos esteroides gonadais, do crescimento e do desenvolvimento ósseo, antecipando o fechamento das epífises, com diminuição da estatura. Entretanto, não é só essa a consequência dessa alteração, já que isso está fortemente associado a mazelas sociais, como gravidez precoce e abuso sexual e a transtornos emocionais, como constrangimento, isolamento social e depressão. Havendo a suspeita disso, necessita-se avaliar a existência da telarca e da pubarca, sendo o diagnóstico clínico realizado pelo método de Tanner e, posteriormente, por exames laboratoriais, com a dosagem de gonadotrofinas. Confirmado o diagnóstico de puberdade precoce, é preciso realizar o tratamento, que costuma ser feito com drogas análogas ao GnRH.

Conclusões. Por meio dessa pesquisa foi possível identificar quais os principais sinais que permitirão o diagnóstico e o tratamento da puberdade precoce feminina. Os médicos precisam estar atentos para agir antes do aparecimento das consequências dessa mazela.

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A INFLUÊNCIA COMPORTAMENTAL DE ADOLESCENTE NA EFICÁCIA DO ANTICONCEPCIONAL: RELATO DE CASO

Autores: Nathália Nunes Bessa Sousa, Patrícia Dias Neto Guimarães, Luciany Maria Pereira de Almeida, Priscila Franco, Thaís Ribeiro Oliveira Santos de Marcello, Tathiana Vieira Andrade Costa.

E-mail do autor nathalia_bbessa@hotmail.com

Instituição. Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos.

Introdução. Os contraceptivos reversíveis de longa duração: LARC (Long Acting Reversible Contraceptives) são representados pelos dispositivos intrauterinos e pelo implante contraceptivo. Como independem da usuária para manterem sua eficácia, são altamente eficazes e com rápido retorno à fertilidade. São bem recomendados para grupos de baixa adesão. Diferentemente do DIU de cobre, o sistema intrauterino liberador de levonorgestrel possui um progestágeno, o que leva à amenorreia 20 a 60% das usuárias, após seis meses de uso. O implante subdérmico é o método mais eficaz disponível. Diminui sintomas pré-menstruais por levar à anovulação.

Relato de Caso. G.S.A., 16 anos, solteira, branca, estudante, residente em Araguari-MG, procurou atendimento com dor tipo cólica há quatro dias, acompanhado de sangramento abundante. Usou irregularmente anticoncepcional oral combinado. Ao exame especular, observou-se saída de restos ovulares com odor fétido. Exames complementares demonstraram beta-HCG positivo, hemograma infeccioso e espessamento endometrial na ultrassonografia. Foi, então, submetida à curetagem. Foi oferecido à paciente o uso de LARC, em especial o implante, pois como teve aborto séptico, não poderia usar dispositivos intrauterinos imediatamente.

Conclusão. A contracepção indicada para cada mulher deve se basear nas suas preferências, efeitos adversos e capacidade de implementá-lo no seu cotidiano. Sendo assim, para a paciente em questão, foi indicado como contracepção eficaz o implante. Porém, sua mãe mostrou-se resistente a ele, por acreditar que poderia levar ao ganho de peso, o que é um mito. Assim, LARCs tem sido orientado para o planejamento familiar por serem eficazes, em especial nos casos de vulnerabilidade e em adolescentes, o que reduziria gestações não planejadas e abortos provocados.

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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE SÍFILIS EM GESTANTES ADOLESCENTES ENTRE 2010 E 2017 NO BRASIL

Autores: Vinícius Ruiz Nunes, Felipe Francisco Favaretto; Gustavo Henrique Bauermann Coninck, Isabella Carvalho Pagnussat, Renan Kenzo Taguchi, Thiago Yuzo Azuma.

E-mail do autor: vininunes95@gmail.com

Instituição: Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Objetivo. Avaliar a prevalência de sífilis em gestantes adolescentes no Brasil de 2010 a 2017.

Método. Analisou-se um total de 56.594 casos de sífilis em gestantes menores de 19 anos que ocorreram no Brasil entre 2010 e 2017. Estes registros foram obtidos, de acordo com o ano de notificação, a partir de banco de dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN) do Ministério da Saúde (MS). A seguir, estes dados foram tabulados e analisados em planilha do programa Microsoft® Excel.

Resultados. Do total de 211.609 casos de sífilis neste período, 56.694 ocorreram na faixa etária de 10 a 19 anos, o que corresponde a 26,8%. O número de notificações passou de 241.2 em 2010 para 10.913 em 2017. Na população analisada, ocorreram 19.883 relatos de sífilis primária, 3.510 de secundária, 5.642 de terciária e 12.040 latente. Outros 15.519 ignorados. Houve aumento de notificações de 259% na forma primária, 270,3% na secundária, 626,2% na terciária e 855,15% na latente. As regiões que mais apresentaram casos foram a sudeste e a nordeste, com 24.863 e 11.570, respectivamente.

Conclusão. O número de casos notificados teve importante aumento neste período. O aumento mais expressivo da forma latente corrobora com a ideia de que os jovens atuais estão se descuidando de usar métodos de prevenção por não terem vivenciado a epidemia de sífilis nas décadas anteriores, aliada à fácil maneira como a sífilis é tratada hoje. Apesar do aumento importante de notificações da forma latente, a forma primária ainda responde pela maioria dos casos.

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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE SÍFILIS EM GESTANTES ADOLESCENTES ENTRE 2010 E 2017 NA REGIÃO SUL DO BRASIL

Autores: Felipe Francisco Favaretto, Isabella Carvalho Pagnussat; Renan Kenzo Taguchi; Samir Sami Arab; Thiago Yuzo Azuma; Vinícius Ruiz Nunes

E-mail do autor: felipeffavaretto717@gmail.com

Instituição. Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Objetivo. Avaliar a prevalência de sífilis em gestantes adolescentes na região sul de 2010 a 2017.

Método. Analisou-se um total de 8414 casos de sífilis em gestantes menores de 19 anos que ocorreram na região Sul entre 2010 e 2017. Estes registros foram obtidos, de acordo com o ano de notificação, a partir de banco de dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN) do Ministério da Saúde (MS). A seguir, estes dados foram tabulados e analisados em planilha do programa Microsoft® Excel.

Resultados. O número de notificações no Sul passou de 224 em 2010 para 1815 em 2017. A quantidade total foi de 8414 casos neste período. Destes, 3324 foram de sífilis primária, 578 da forma secundária, 608 da terciária e 1692 de latente. Foram ignorados 2212. Houve um aumento de notificação de 464,1% na forma primária, 372,7% na secundária, 1887,5% na terciária e 1300,2% na latente. Dentre estes casos ocorridos no Sul, 1780 foram em Santa Catarina, 2934 no Paraná e 3700 no Rio Grande do Sul.

Conclusão. A forma primária continua sendo a forma mais prevalente na região Sul. No entanto, foi a forma terciária que apresentou o aumento mais expressivo, que indica um possível diagnóstico tardio da doença. Em segundo lugar, temos aumento também expressivo da forma latente. Deve-se ressaltar que esse acréscimo do número de casos de sífilis em gestantes adolescentes na região Sul corrobora com descuido no uso de métodos de prevenção.

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OLHARES E CONTRIBUIÇÕES PARA REDUÇÃO DA GRAVIDEZ DO ADOLESCENTE DE 10 A 19 ANOS NO ESTADO DE SÃO PAULO: UMA COMPARAÇÃO DE 1998 COM 2017

Autores: Albertina Duarte Takiuti, Andrea Lucila Lanfranchi De Callis e Equipe Programa Saúde do Adolescente.

E-mail do autor acallis@uol.com.br

Instituição. Programa Saúde do Adolescente do Estado de São Paulo

Introdução. A Secretária da Saúde do Estado de São Paulo, com apoio do Programa Saúde do Adolescente se alinham às recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para redução de gravidez na adolescência, por ser a mortalidade materna uma das principais causa de morte entre adolescentes de 15 a 24 anos na região das Américas. Ainda, globalmente, o risco de morte materna se duplica entre mães com menos de 15 anos em países de baixa e média renda, ou seja, a desigualdade de oportunidades às adolescentes é um fator de risco.

Objetivo. Levantar a redução de gravidez comparando 1998 com 2017.

Método. Análise e comparação do Banco de dados do Sistema Único de Saúde (DATASUS) e do Sistema Nacional de Análise de Dados (SEADE) para nascidos vivos de 10 aos 19 anos no estado de São Paulo nos anos de 1998 e 2017.

Resultados. DATASUS 138.566 nascidos vivos (1998) e 66.457 nascidos vivos (2017); redução de 52% na gravidez. SEADE 148.018 nascidos vivos (1998) e 73.966 nascidos vivos (2017); redução de 50,03%. Sendo de 10 a 14 anos 4.528 nascidos vivos (1998) e 2.341 nascidos vivos (2017), obtendo uma redução de 46,82%.

Conclusão. O apoio a programas multissetoriais de prevenção dirigidos aos grupos em situação de maior vulnerabilidade, o aumento do acesso a métodos contraceptivos e educação sexual mostrou-se uma política pública que trouxe resultados positivos ao Estado de São Paulo na redução de gravidez de 10 a 19 anos, obtendo melhor resultado para a faixa de 15 a 19 anos.

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MASSAS MAMÁRIAS PALPÁVEIS NA FASE INFANTO-PUBERAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Autores: Laís Borges da Costa, Ana Claudia Dias Sousa Figueiredo, Beatriz Christina Decort de Lima Melillo, Bethânia de Lima Figueiredo Souza, Matheus Vallone de Arruda Oliveira, Fernanda Soares Oliveira.

E-mail do autor laisborgescost@gmail.com

Instituição. Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora- SUPREMA

Objetivos. Determinar o manejo ideal de massas mamárias palpáveis nas pacientes pediátricas.

Método. Foi realizada uma revisão de literatura utilizando a base de dados PubMed, selecionando artigos de 2009-2018, com os descritores: “Breast”, “Palmarable breast masses”, “Pediatric” e suas variações no Mesh.

Resultados. A prevalência de massas mamárias em meninas adolescentes é de 3,2% gerando angústia, ansiedade e medo nas pacientes e familiares. Dessas alterações mais de 90% são benignas sendo o fibroadenoma a afecção mais comum e tem diagnóstico essencialmente clínico. Apresenta-se como tumor bem delimitado, móvel, crescimento lento e com maior ocorrência em quadrante supero-lateral com consistência fibroelástica. Nos casos de exame clínico atípico, a ultrassonografia (USG) é o exame de escolha, sendo classificada pelo sistema BI-RADS na maioria dos estudos contemplados. Caso haja suspeita de malignidade o diagnóstico citológico deverá confirmado através de punção aspirativa por agulha fina (PAAF). Na presença de nódulos pequenos com exame clínico típico é indicado tratamento conservador com realização de USG em intervalos de 6 meses por 2 anos, e se o mesmo permanecer estável o controle clínico anual das mamas é o suficiente. Nódulos grandes, aumento progressivo ou rápido durante controle, devem ser retirados para e desejo da paciente são indicações cirúrgicas. Após a exérese com confirmação anatomopatológica de benignidade nenhum controle é necessário.

Conclusão. Apesar do quadro de angústia e ansiedade, a maioria das massas palpáveis em adolescentes são benignas. O acompanhamento ultrassonográfico e a orientação frente ao achado, evita intervenções desnecessárias bem como preservação do tecido mamário em desenvolvimento.

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O ATENDIMENTO DE MÃES ADOLESCENTES: EM BUSCA POR UMA INTEGRALIDADE NA ASSISTÊNCIA

Autores: Daniel da Silva Bento, Adriane Denise Fonseca Lopes, Janine Conceição de Araújo e Silva, Mayra Shamara Silva Batista.

E-mail do autor danielsbento@hotmail.com

Instituição. Maternidade Escola Januário Cicco/Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

O trabalho com mães adolescentes traz uma série de particularidades. Apreende-las como sujeito em condição peculiar de pessoa em desenvolvimento exige um trabalho diferenciado para além da ótica clínica, mas em sua integralidade. Assim, realizou-se uma análise qualitativa do fluxo de atendimento de adolescentes gestantes, elaborado pela equipe multiprofissional de uma Maternidade-Escola do município de Natal/RN. A mãe adolescente também é objeto de proteção do Estatuto da Criança e Adolescente e todos os encaminhamentos devem também prever a sua proteção. Dessarte, fez-se necessário a construção de um fluxo específico para esses atendimentos, com encaminhamentos a órgãos de proteção responsáveis e alta compartilhada com serviços de atenção básica disponíveis no município da família. Esse fluxo diferenciou os encaminhamentos de acordo com as faixas etárias: todas as mães foram encaminhadas para a atenção básica das políticas de saúde e assistência social, e as menores de 14 anos foram também encaminhadas para seus respectivos Conselhos Tutelares. Na perspectiva protetiva, buscou-se deixar tais serviços cientes sobre as condições de saúde, sociais e psíquicas do binômio materno-infantil. O fluxo de atendimento foi implantado no dia 23 de setembro de 2018. Desde então foram atendidas 6 mães com idades que variaram de 13 a 17 anos. De todos os encaminhamentos realizados foram respondidos apenas dois até a presente data. Observa-se desde então o quão fundamental tem-se feito a articulação com toda a rede de serviços públicos disponíveis para a busca de uma integralidade da assistência. Ao mesmo tempo nota-se uma fragilidade nessa rede que ainda não parece pronta para responder aos encaminhamentos.

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REDES BAYESIANAS APLICADAS NA ANÁLISE DE CAUSALIDADE ENTRE GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA E EVASÃO ESCOLAR

Autores: Emerson Cruz, Albertina Takiuti, Wilson Souza, Fabio Cozman

E-mail do autor efcruz@usp.br

Instituição. Universidade de São Paulo - USP

Introdução. A adolescência é o período de vida dos seres humanos entre 10 e 19 anos marcado por intensas e bruscas mudanças tanto físicas como sociais, onde um deles é a evasão escolar. A Casa do Adolescente, projeto do Programa Saúde do Adolescente da Secretaria do Estado da Saúde – SP oferece espaços dedicados à saúde integral do adolescente, o que é um núcleo de aquisição de dados estatísticos que motivam a investigação científica dos mesmos.

Objetivo. O objetivo desse trabalho é investigar a causalidade entre a gravidez na adolescência e o impacto na evasão escolar no universo adolescente.

Métodos. Foram coletados dados estatísticos referentes à faixa etária, gênero, grupo étnico, realidade financeira, escolaridade, ocorrência de gravidez e frequência escolar nas Casas do Adolescente, procedendo então à construção de Redes Bayesianas (RB) orientadas por especialistas. As RB foram, então, submetidas a simulações e investigações científicas com o suporte do software Genie.

Resultados. Os experimentos resultaram na composição do perfil do adolescente quanto à evasão escolar e ocorrência de gravidez na adolescência, resultando em um fator ACE (Average Causal Effect) positivo indicando claramente relação de causalidade positiva entre a gravidez na adolescência e evasão escolar.

Conclusões. A abordagem bayesiana se apresentou como uma interessante ferramenta no esclarecimento de relação de causalidade observada empiricamente, mas que agora ganha o status de indicador estatístico cientificamente corroborado com base nos dados coletados. A pesquisa segue adiante em busca de relações de causalidade que possam estar ocultas no emaranhado de dados e cujo esclarecimento possa servir de parâmetros no desenho de políticas públicas mais efetivas.

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IMPACTO PSICOSSOCIAL E MANEJO DA GINECOMASTIA PUBERAL

Autores: Bethânia de Lima Figueiredo Souza, Ana Claudia Dias Sousa Figueiredo, Beatriz Christina Decort de Lima Melillo, Laís Borges da Costa, Rodrigo Belo de Souza, Matheus de Lima Figueiredo Souza.

E-mail do autor bethanialima_02@hotmail.com

Instituição. Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora- SUPREMA

Objetivo. Analisar o manejo clínico e psicossocial do adolescente com ginecomastia.

Métodos. Revisão crítica da literatura via bases de dados PubMed e SciElo, por meio da frase: “Physiologic pubertal gynecomastia” AND “Adolescence”.

Resultados. A prevalência da ginecomastia é de até 75%, sendo 13 anos a média de surgimento. Ambas as mamas são afetadas em 95% dos casos tendo duração habitual de 6 a 24 meses, acompanhando a fase do estirão puberal. Ao relato de aumento das mamas deve-se realizar anamnese detalhada em relação à evolução, descarga papilar, uso de medicações, trauma ou infecção testicular recente e histórico familiar. A palpação mamária é imprescindível para avaliação da dimensão e consistência visando distinguir ginecomastia de pseudoginecomastia. Ao exame clínico também devem ser feitas medidas antropométricas, identificação de sinais de feminilização e estigmas de doença crônica. A abordagem psicológica deve ser ponto central da consulta visando identificar sintomas depressivos e o impacto da ginecomastia na vida diária do adolescente. A investigação laboratorial/imagiológica é controversa, uma vez que, na grande maioria dos casos ela é fisiológica e desaparece com o tempo. O acompanhamento semestral deve ser instituído e se houver aumento significativo (≥ 4 cm), repercussão psíquica importante ou nenhuma evidência de regressão espontânea, considera-se tratamento que poderá ser medicamentoso ou cirúrgico.

Conclusão. O diagnóstico, aconselhamento e tratamento são essenciais para aliviar o sentimento de deformidade, presente no período de desenvolvimento da autoimagem. Determinar com sensibilidade o melhor momento de intervir é um ponto crucial para a otimização dos resultados estéticos, funcionais e psicológicos do paciente.

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MANEJO CLÍNICO DA PUBERDADE PRECOCE CENTRAL EM CRIANÇAS DO SEXO FEMININO: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Autores: Alice Cabral Frade, Bárbara Brito Bezerra, Marina Brandão Ramalho de Brito, Herla Pereira Gonçalves, Isadora Benevides Silva Gondim Nascimento, Amanda Ferreira Vigó

E-mail do autor alicecabralfrade@gmail.com

Instituição. Faculdade de Medicina Nova Esperança

Introdução. A Puberdade Precoce Central (PPC) acomete 1 a cada 10000 crianças, sendo 10 vezes mais comum em meninas. Consiste na transição precoce entre a infância e a fase adulta determinada pela ativação do eixo gonadotrófico após um longo período de supressão durante a puerícia. Nas pacientes femininas, é caracterizada pelo desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários antes dos 8 anos de idade, crescimento acelerado e rápida maturação óssea.

Objetivo. Esse trabalho tem como objetivo elucidar o manejo clínico da puberdade precoce central em crianças do sexo feminino.

Método. Revisão bibliográfica realizada a partir da pesquisa nas bases de dados: LILACS, PUBMED e SCIELO ante os descritores: “Puberdade precoce”, “Tratamento farmacológico” e “Hormônio liberador de gonadotropinas”.

Resultados. O tratamento da PPC em crianças do sexo feminino tem como objetivos: preservar a estatura-alvo, evitar a menarca precoce e as possíveis alterações psicológicas inerentes a essa condição através da interrupção da maturação óssea acelerada e da maturação sexual até à idade fisiológica de desenvolvimento pubertário. O manejo clínico baseia-se no bloqueio da secreção de gonadotrofinas com os análogos de GnRH que suprimem eficaz e reversivelmente o eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal. Esses fármacos exercem uma ação constante sobre os receptores hipofisários, inibindo o caráter pulsátil do GnRH endógeno.

Conclusão. Além de conferir muitos benefícios às pacientes, o tratamento da PPC com análogos de GnRH não interferem na aquisição de massa óssea nem na função reprodutora das mesmas. Diante disso, é indiscutível a sua recomendação a pacientes que não possuam contraindicações.

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VULVOVAGINITE INESPECÍFICA - IMPORTÂNCIA DO CUIDADO DOS RESPONSÁVEIS E DA HIGIENIZAÇÃO NA INFÂNCIA

Autores: Bárbara Brito Bezerra, Alice Cabral Frade, Danilo Cabral Domingues, Laryssa Chistina Quirino Andrade, Nathália Gabrielle Brito Bezerra, Daniela Aires Moreira.

E-mail do autor barbaraabrito18@gmail.com

Instituição. Faculdade de Medicina Nova Esperança

Introdução. A Vulvovaginite Inespecífica representa cerca de 70% dos motivos de consulta ginecológica na faixa etária infantojuvenil. É definida como a inflamação dos tecidos da vulva e da vagina, onde não se identifica um agente principal. Os sintomas mais frequentes são de prurido, leucorreia, hiperemia vulvar e ardor. Dentre as causas, as mais comuns estão relacionadas à má higiene, fatores anatômicos inerentes a esse grupo etário, uso de vestuário inadequado, irritantes químicos e alguns traumatismos.

Objetivos. Esse trabalho objetiva elucidar a importância do cuidado do responsável e a relevância do acesso a informação nos casos de Vulvovaginite Inespecífica, além de compreender suas apresentações, fatores de riscos e manejo clínico.

Métodos. Foi realizada uma revisão de literatura baseada em dados de correlação entre a patogenia, manifestações clínicas e idade, utilizando-se de artigos científicos da base de dados do SCIELO e do Manual de Orientação do Trato Genital Inferior da FEBRASGO.

Palavras-chave: Vulvovaginite, Infância, Higiene.

Resultados. O uso incorreto do papel higiênico, a higienização inadequada, o uso inapropriado de irritantes químicos como sabonetes e loções podem levar ao quadro de Vulvovaginite Inespecífica. Esta, por ser uma infecção muito relacionada a pacientes pré-púberes, tem a incidência associada ao nível de atenção dado pela mãe, visto que as pacientes dessa faixa etária precisam de cuidadores responsáveis por sua higiene.

Conclusão. As alterações comportamentais de higiene genital, perineal e outros hábitos do paciente mudam a prevalência desse grupo de vulvovaginite, sendo imprescindível um olhar do responsável para essa questão.

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AUMENTO DA INCIDÊNCIA DE CÂNCER DO COLO DO ÚTERO PELO HPV EM ADOLESCENTES NO BRASIL: UM ESTUDO QUANTITATIVO E REVISÃO DA LITERATURA

Autores: Amanda Ferreira Vigó, Flaviana Ribeiro Coutinho de Mendonça Furtado, Isadora Benevides Silva Gondim Nascimento, Rafaella Fiquene de Brito Filgueira, Alice Cabral Frade, Edine Medeiros de Andrade Martins.

E-mail do autor amandafvigo@hotmail.com

Instituição. Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba

Objetivos. O trabalho tem como objetivo analisar a taxa de mortalidade por câncer do colo do útero em adolescentes no Brasil no período de 2010 a 2015.

Métodos. Foi realizado um estudo descritivo e de abordagem quantitativa utilizando dados do instituto nacional do Câncer - INCA. Informações coletadas referem-se aos dados da taxa de mortalidade no Brasil no período de 2010 a 2015 na faixa etária de 10 a 19 anos.

Resultados. No Brasil foram registrados 32.015 óbitos por câncer de colo de útero no período de 2010 a 2015 com uma taxa crescente do número de óbitos a cada ano. Nesse período foram notificados 20 óbitos na faixa etária de 15 a 19 anos, correspondendo a 0,06% do total de óbitos, sendo 1,3,5,5,5,1 óbitos nos anos de 2010, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015 respectivamente. Não foram registrados óbitos na faixa de idade de 10 a 14 anos. Tornando o terceiro câncer mais frequente entre as mulheres.

Conclusão. Foi observado que os adolescentes constituem uma população de alta vulnerabilidade para este agravo, assim, tornando um problema de saúde pública. É necessário idealização e manutenção de programas preventivos de educação sexual para adolescentes, a fim de ampliar o conhecimento sobre o vírus e a importância da vacinação.

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ANÁLISE DAS NOTIFICAÇÕES DE VIOLÊNCIA ENVOLVENDO GESTANTES ADOLESCENTES RESIDENTES EM CURITIBA – 2016

Autores: Ângela Leite Mendes, Simone Cortiano, Telma Elaine Alves Rosa, Anna Rosa Rissato Ruzyk, Flavia Regina Silva.

E-mail do autor a.l.mendes@uol.com.br

Instituição. Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba

Introdução. A gravidez na adolescência, pela sua expressão estatística ao longo dos anos, passou a ser um problema de saúde pública, uma vez que ocorre em um período de maturação física e mental. Essa associação acarreta a simultaneidade de vários processos na vida da adolescente, com transformações importantes no organismo e na vida, na maioria das vezes não desejada.

Objetivo. Analisar e avaliar as notificações de violência praticadas por terceiros contra gestantes: violência praticada pela gestante contra o feto (violência fetal) e contra si mesma (tentativas de suicídio). Identificam-se ainda situações que podem colocar em risco a gestante, a gestação em curso, ou o feto. Análise realizada pelo Centro de Epidemiologia / DANT e Rede Mãe Curitibana Vale a Vida da Secretaria Municipal de Curitiba de Curitiba em 2016.

Métodos. No ano de 2016, o total de notificações de violência envolvendo gestantes residentes em Curitiba foi de 557 notificações. Deste total, 374 notificações envolveram gestantes como vítimas de terceiros, 163 como autoras de violência fetal (registradas em banco próprio mantido pelo Centro de Epidemiologia) e 20 de violência praticada contra si mesma (tentativa de suicídio).

Resultados. Na análise segundo a faixa etária ressalta-se o alto número de notificações de gestantes muito jovens, na faixa de 10 a 18 anos; chama a atenção o registro de 74 (13,3%) notificações na faixa dos 10 aos 14 anos.

Conclusões. São importantes ações que promovam nos adolescentes novas possibilidades de desenvolvimento social assertivo e de pensamento crítico, fortalecendo fatores protetivos e de promoção de saúde, evitando gestações não desejadas.

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LESÕES DA GLÂNDULA MAMÁRIA NA FASE INFANTO-PUBERAL: UMA REVISÃO DA LITERATURA

Autores: Laís Borges da Costa, Ana Claudia Dias Sousa Figueiredo, Beatriz Christina Decort de Lima Melillo, Bethânia de Lima Figueiredo Souza, Isabela Arbex Serbena, Vítor Lopes Sabioni.

E-mail do autor laisborgescost@gmail.com

Instituição. Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de fora- SUPREMA

Objetivo. Analisar as alterações mamárias mais comuns na fase puberal e orientar a condução dos casos.

Método. Foi realizada uma revisão sistematizada de literatura utilizando a base de dados PubMed, com os descritores: “breast”, “adolescence”, “childhood”, “benign disease” e suas variações no Mesh.

Resultados. As mamas são órgãos de grande refere ncia corporal feminina e, portanto, as anomalias no desenvolvimento desta geram complicações psicossociais das pacientes, incluindo na fase infanto-puberal. A presença de mamilo extra-numerário, politelia, atinge 1% a 2% da população sendo a anomalia congênita mais comum da mama seguido pela polimastia, que é a presença do tecido mamário extra, na grande maioria das vezes, axilar. Essas alterações podem ser acompanhadas de dor no período menstrual e lactação, mas a maioria das queixas são relativas à estética sendo então indicada a exérese. O nódulo mamário é uma queixa comum e tem segmento feito de acordo com seu tamanho e características, sendo em sua maioria, benignos. A secreção mamilar leitosa nos primeiros meses de vida é muito comum e tem causa endócrina e benigna, com resolução espontânea. Já o sintoma de fluxo mamilar sanguinolento, na população pediátrica em geral, é rara e pode indicar ectasia ductal ou papiloma intraductal, ambos são benignos, mas a diferenciação deve ser feita pela citologia da secreção, seguida de exérese diagnóstica e terapêutica.

Conclusão. A literatura evidencia que a maior parte das queixas mamárias em pacientes pediátricos tem etiologia benigna, o que faz necessário a tranquilização e orientação correta dos pais e pacientes, por parte dos médicos, quando a tais queixas.

PÔSTER 29

PUBERDADE PRECOCE: DIAGNÓSTICO

Autores: Bruna Leite Ribeiro Aguiar, Ana Karolina Alves Gonçalves, Jessica Garcia Caetano, Winnye Marques Ferreira.

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