Dieta do pai influencia no risco de câncer de mama nas filhas

Estudo mostra que filhas de ratos sob dieta à base de banha de
porco tiveram mais câncer de mama e maior velocidade no
crescimento dos tumores.

Uma pesquisa da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da
Universidade de São Paulo (USP) observou que o hábito alimentar
paterno influencia no risco de câncer de mama nas filhas. O estudo,
feito em modelo animal, acompanhou ratos machos submetidos a
diferentes dietas com altas concentrações de gordura durante o
período de desenvolvimento do sistema reprodutivo. O objetivo era
verificar se a prole feminina desses animais aumentaria a
suscetibilidade ao desenvolvimento de câncer de mama.

Divididos em três grupos, os machos tiveram sua alimentação
monitorada durante todo o período de desenvolvimento e
maturação sexual. O primeiro grupo recebeu dieta com alto teor de
gordura animal; o segundo, recebeu dieta com alto teor de gordura
vegetal; já o terceiro, utilizado como grupo de controle, recebeu
uma dieta padrão, com equilíbrio de nutrientes.

Os ratos acasalaram com as fêmeas que haviam consumido uma
dieta padrão. Em seguida, a prole desses animais foi monitorada
para verificação do surgimento, crescimento e quantidade de
tumores mamários.

O resultado foi a maior incidência de tumores em filhas de pais que
consumiram banha de porco quando comparadas com as filhas de
pais que tiveram a dieta do grupo controle ou com alto teor de
gordura vegetal.


Jornal da USP: http://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-da-saude/gordura-animal-na-dieta-do-pai-aumenta-risco-de-cancer-nas-filhas/

Ministério da Saúde estabelece critérios para o atendimento de indígenas

Unidades hospitalares terão que cumprir medidas como a presença de intérpretes e dietas adaptadas à etnia para receber recursos adicionais

O Ministério da Saúde estabeleceu critérios para o atendimento de indígenas em hospitais. Foram eleitas 13 medidas fundamentais para que a assistência a esses pacientes respeite suas tradições e culturas. Entre elas, a presença de intérpretes, dieta adaptada às restrições, prescrições e hábitos da etnia, presença de cuidadores tradicionais e enfermeiras exclusivas para povos de recente contato. Os estabelecimentos de saúde que adaptarem os serviços para atender indígenas poderão receber adicional de até R$ 2,4 milhões por ano.

Além de qualificar a assistência, o Ministério terá maior controle e informações sobre o atendimento a indígenas. As unidades hospitalares deverão comprovar um mínimo de atendimentos por mês para receber a verba. Quanto mais robusto o serviço, maior será o recurso adicional. Ambulatórios que recebem um contingente alto de população indígena receberão o maior valor.

Para o secretário especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Marco Toccolini, o recurso destinado não vai impactar no orçamento do Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), mas possibilitar uma maior fiscalização. Nós estamos trazendo para dentro da distribuição desse recurso um instrumento de controle porque conseguiremos controlar mensalmente os atendimentos feitos e só assim efetuar o repasse dos recursos”, destacou o secretário que explicou que os Conselhos Sociais da SESAI estarão atentos ao cumprimento dos critérios estabelecidos na portaria pelas unidades. “Estamos empoderando o controle social para acompanhar o atendimento aos indígenas, vendo se o trabalho está sendo bem executado dentro dos critérios estabelecidos”.


Referências
Portal do Ministério da Saúde: http://portalms.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/41521-ministerio-da-saude-estabelece-criterios-para-o-atendimento-de-indigenas-em-hospitais

Hábito alimentar infantil segue exemplos familiares

Estudo mostra influência no hábito alimentar das crianças pelos seus responsáveis diretos

“Faça o que eu digo, não faça o que eu faço” expressa os achados de um estudo da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto sobre hábitos alimentares e estado nutricional de crianças e seus familiares. Apesar de se preocuparem com a alimentação dos filhos, a maioria dos responsáveis participantes da pesquisa também apresentava dieta inadequada ou precisando de modificações.

Ao analisar rotinas, atitudes, crenças e algumas doenças ligadas à obesidade, especialistas do Departamento de Psicologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP observaram que a influência de pais e responsáveis sobre o comportamento alimentar dos filhos é maior que imaginam. E não apenas pelo que dizem às crianças, mas, principalmente, pelo que eles próprios consomem.

A nutricionista Gabriela Pap da Silva avaliou 164 crianças de seis a dez anos e seus familiares ou principais responsáveis pela nutrição, todos residentes na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Dentre os resultados, verificou que “a maior parte das crianças que apresentaram excesso de peso (56) possuía responsável também com excesso de peso (46)”. Além disso, mais da metade das crianças (51,8%) tinha dieta “inadequada” e outros 47%, dieta com “necessidade de modificação”.

A pesquisadora justifica a importância dessas informações para tomada de atitudes diante do que é considerada uma epidemia mundial: a obesidade infantil. Segundo a OMS, até 2025, a população infantil obesa deve chegar a 75 milhões.


Referências
Jornal da USP: http://jornal.usp.br/ciencias/habito-alimentar-infantil-segue-exemplo-familiar